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quarta-feira, maio 11, 2011

OS 10 PIORES DISCOS DO ROCK NACIONAL DE TODOS OS TEMPOS



Acoustic Live, Paulo Ricardo (2005)
Paulo Ricardo é o PFL do rock nacional. Sempre indo com a onda, virando de casaca para faturar um qualquer. Não, não. Paulo Ricardo é o João Kleber do rock nacional. Quando se acha que o sujeito chegou ao fundo do poço, ele dá um jeito de se enlamear mais ainda. Se o ex-líder do RPM (ou atual? Ainda existe?) morresse no instante em que estas linhas são digitadas, ler-se-ia em seu obituário: "O homem que já foi o popstar mais famoso do Brasil deixa à posteridade um disco de covers-do-cover". Sim, pois em Acoustic Live a nova aspiração do moço é virar Emmerson Nogueira, atingindo o que no vernáculo shakespeariano poderia se chamar de *the lowest ebb ever*. Ele suga duas tendências mercadológicas (nunca artísticas) que já deram o que tinham de dar: a moda dos unpluggeds e a mania de covers de sucessos gringos em versões semi-musak. Para escolher seu repertório, PR deve ter passado umas horas escutando rádios FMs de consultório dentário, saindo-se com uma renca de ecléticas obviedades. Tem rock! Tem r'n'b! Tem baladas! Tem...reggae?! Tem… Jack Johnson?!?!? Tem... James Taylor?!?!??!?!?!? Tem Corcovado, de Tom Jobim, com letra em inglês, a qual o Paulo Ricardo só deve ter ouvido na abertura daquela novela da Globo. Agora, indispensável mesmo é o DVD, que se encerra com PR, suado, peito cabeludo arfante qual um Fábio Jr., sambando (sentado!) ao cantar Kiss, do Prince. Seu defeito, Paulo Ricardo, é não saber parar.
Admirável Chip Novo, Pitty (2003)
No meio do caminho entre a troglodice de Chorão e a alma sensível de Marcelo Camelo, há Pitty. A baiana é o mínimo denominador do rock brasileiro nos anos 2000, e isso não é um elogio. Montada em uma filosofia (sic) que reempacota todos os clichês possíveis de "atitude" rrrrrrroquenrrrrrrrrrrollllll - e uma suspeitíssima amizade com a mídia - Pitty tornou-se, para o mal e para o mal, a cara pública do rock nacional. E seu credo, seu Novo Testamento é Admirável Chip Novo. "Admirável" mesmo é como a jovem diz ser influenciada por Aldous Huxley (e escreve letras crivadas de lugares-comuns) e bandas como Mars Volta e Muse (mas faz o mais genérico dos rocks pseudo-pesados). O som entra por um ouvido e sai pelo outro. Mas junto às letras e ao papo furado que ela deita nas entrevistas, tudo forma um conjunto constrangedor e até nocivo para a molecada. "Veja tudo como se não houvesse amanhã". "O homem é o lobo do homem". "Não deixe nada pra depois". "Quem não tem teto de vidro atire a primeira pedra". "Eu possuo muitas coisas e nada disso me possui". "O importante é ser você". Um tosco Lair Ribeiro para adolescentes revoltados, embalado nas doces facilidades do jabá e da MTV. Seu rock estéril e sua rebeldia sem objetivo só se "justificam", perversamente, pela total convicção com que vêm ao mundo. O mais grave é que ela realmente acredita naquilo que canta. Em resumo: "Rebellion (Lies)".

Os Invisíveis, Ultraje a Rigor (2002)
Maior desperdício de talento já registrado em acetato, e não é de Roger que estamos falando. Um dos melhores bateras dessa terra e um baixista carismático e de carreira considerável jogados numa tentativa de surf music clichê alternada com gracejos "irreverentes". Para resumir: há uma faixa boa, Miss Simpatia, mas essa foi assinada por Gabriel Thomaz - que por sinal começou a escrever muita bobagem depois. Seria a falta de criatividade de Roger contagiosa? O resto inclui aulas de como se fazer um não-ska (I'm Sorry), pop de retardado (Me Dá um Olá, que nem na trilha de Malhação emplacou) e pastiche da paródia de subcópia (Todo Mundo Gosta de Mim). Bacalhau (bateria) e Mingau (baixo) devem ser muito camaradas do Roger, pois nem a necessidade de pagar as contas justificaria eles se meterem numa embrulhada como essa, que acusa logo na primeira canção: "esse disco está uma merda / desculpe, mas tenho que sobreviver". Pelo menos, é uma obra sincera.

80, Biquíni Cavadão (2001)
Primeiro foi Paulo Ricardo, com o mediano Rock Popular Brasileiro em 1996. Depois tivemos, quase que simultaneamente, os ótimos Isso é Amor, do Ira!, O Barulho dos Inocentes, do Inocentes, e o fraquinho As 10 Mais, do Titãs, que ganhou destaque nas listas pessoais de piores do rock nacional. Porém, foi nessa onda de discos de covers que o Biquíni Cavadão resolveu enfiar as mãos nos anos 80 e sair de lá com 13 versões. O resultado é frustrante. O Biquíni pouco acerta em 80, cujo capa poderia até sugerir que eles são tão bons moços que ousam ultrapassar o limite de velocidade. Ao todo, a banda consegue descaracterizar boas canções como Toda Forma de Poder, dos Engenheiros do Hawaii, Juvenília, do RPM e Camila, Camila, do Nenhum de Nós. Chegam a incomodar em Quem Me Olha Só (um bluezaço deArnaldo Antunes e Frejat na versão original do Barão Vermelho) e Hoje do Camisa de Vênus. E nem mesmo a participação da Penélope Érika Martins salva a regravação da boa Educação Sentimental II, do Kid Abelha (aquela que no original "empresta" toda introdução de baixo de London Calling dos ingleses do Clash). Seja mantendo os arranjos originais, seja tentando novos arranjos, o resultado fica aquém do esperado. Das 13 faixas, apenas Armadilha, dos candangos da Finis Africae, convence. E não precisavam ter regravado Me Chama (até João Gilberto gravou). O ponto mais baixo acontece quando a banda decide jogar a voz de Renato Russo a frente na regravação de Múmias (do próprio Biquíni), tornando o resultado leviano. Não bastasse o artifício, o rap piegas de Suave, do grupo Jigaboo, no meio da canção, ainda diz: "Aproveitando nossa liberdade de expressão, Renato Russo, Suave e o Biquíni Cavadão". Pára tudo, pára tudo, pára tudo.

Puro Êxtase, Barão Vermelho (1997)
Barão Vermelho e modernidade nunca se deram bem. E isso não é algo totalmente reprovável, uma vez que a banda de Frejat e companhia sempre admitiu e chamou pra si um ar retrô intencional, calcando seu som na repetição de clichês melódicos do rock tradicional stoniano ou de qualquer outra banda dos 70's. Portanto foi um pequeno rebuliço quando anunciaram que gravariam um disco com influências de música eletrônica, o tal techno, que, de estilo musical dos 90, serviu para muita gente decadente ou sem criatividade se revestir de "muderno". Era simples, não precisava ser bom ou tocar qualquer coisa. O Barão chamou o DJ Memê, que dera um upgrade em Lulu Santos três anos antes. O resultado é caótico, pois o disco evidentemente não é techno. Apenas mais um disco do Barão Vermelho, só que sem as guitarras de Frejat e Fernando Magalhães, substituidas em sua maioria, por blips e toins sem sentido. O mais irritante do disco é justamente esse meio do caminho estético. Ele não cumpre o que promete - mudar a cara das músicas da banda - e não admite que deveria ter ficado no velho som de sempre. O mais estranho disso tudo é que o disco gerou dois grandes hits para a banda, talvez seus últimos, Puro Êxtase e a balada Por Você. Claro que a banda deixou de lado o formato deste disco e passou a executar as músicas em versões condizentes com sua velha fórmula, sem que o público notasse grandes diferenças. Enfim, Puro Êxtase, o disco, é um trabalho daqueles que toda banda se arrepende de ter feito e prefere desconversar sobre suas consequências. A maior delas, a idéia de Frejat gravar um disco solo e uma crise criativa que inseriu o Barão na desconfortável situação de banda que vive de passado. Não que não fosse já assim antes.

Equilíbrio Distante, Renato Russo (1995)
Em 1995, Renato Russo, tentando manter longe o baixo astral da AIDS, resolveu ir atrás das origens do seu lado Manfredini, e gravar um disco só com músicas italianas - um ano antes lançara The Stonewall Celebration Concert, em inglês, um tanto irregular, mas com algumas coisas boas. Para isso, foi até a Itália pesquisar composições para gravar. Voltou com um repertório pronto; só que de músicas românticas... como se um gringo resolvesse gravar música brasileira e escolhesse coisas de José Augusto e Fábio Jr. Os carros-chefes de Equilíbrio Distante, por exemplo, eram dois hits da breguíssima Laura Pausini (em voga por aqui na época): Strani Amori e La Solitudine. Todas as músicas do disco seguem a constrangedora linha "diabéticos, mantenham distância". Há também uma versão - em italiano - esquecível de Como Uma Onda, de Lulu Santos. Como não bastasse a pieguice das músicas, Equilíbrio Distante peca ainda pela presença do abjeto tecladista Carlos Trilha, arranjador medíocre, fã de sons "atmosféricos" e, pior, das cordas tocadas no teclado. Se for para colocar cordas, que seja com músicos de verdade, ora. Para nossa sorte, Renato recuperou a moral no ano seguinte, com o belíssimo A Tempestade ou o Livro dos Dias (e morreu pouco depois). Porém, Laura Pausini não pode, Laura Pausini não dá, mio amico.

Música Calma Para Pessoas Nervosas - Ira! (1993)
No ano de 93, o Ira! entrou numa espiral de brigas internas e fracasso contínuo, onde uma coisa levava a outra, e assim continuamente. Com os quatro integrantes de saco cheio e loucos para acabar com tudo, a banda lançou esse lastimável disco para cumprir um contrato, comprovando que o fim da burocracia é sempre o mesmo: merda. Sendo fã da banda e estando cheio de boa vontade, dá para livrar a cara da sub-Kinks Campos, Praias e Paixões. Com muita magnanimidade, dá para dizer que She Smiled Sweetly (cover dos Stones) é passável e que o riff de Arrastão não faria feio num disco do Golpe de Estado. Ou seja, isso é o mais do elogio que o disco permite. Guitarras no piloto automático, execuções frouxas, letras constrangedoras e coisas francamente patéticas como Fado De Minh'Alma e a versão musicada de um velho texto de Raul Seixas, Pai Nosso da Terra. Nem o encarte colaborou: não bastando a capa horrível, ainda trazia a inolvidável grafia "nenhuma vida descança (sic!) em paz/ O homem é esperto mas a morte é mais". Título da última faixa: U.T.I., provavelmente o único lugar onde encontrar alguém que ouça esse disco.

Titanomaquia, Titãs (1993)
A incursão dos Titãs pelo rock pesado, ensaiada em Tudo Ao Mesmo Tempo Agora (1991), ganhou tons definitivos quando a banda convidou Jack Endino, produtor de Bleach (Nirvana e sua herança nefasta...) para trabalhar em Titanomaquia (1993). Até hoje não deu para entender se o disco é uma piada proposital ou uma obra à frente do seu tempo. O que dizer de pérolas como Felizes São os Peixes (cuja letra consiste em "tanto faz/é igual/felizes são os peixes"), Nem Sempre Se Pode Ser Deus ("nem sempre se pode ser Deus/por isso que estou gritando"), e o hit Será Que é Isso Que eu Necessito ("Não sei o que você quer/nem do que você gosta/não sei qual é o problema/qual é o problema seu bosta")? Na parte musical, arremedos de Sepultura circa Beneath The Remains (Estados Alterados da Mente), um Soundgarden hardcore (Agonizando) e Alice In Chains (A Verdadeira Mary Poppins, com os auto-explicativos versos "eu sei que estou fedendo/eu sei que estou apodrecendo"). Só se salva a boa Hereditário - única cantada por Nando Reis, redimindo-se do "amor, eu quero te ver cagar" de Tudo Ao Mesmo Tempo Agora. Aliás, justiça seja feita: a produção de Jack Endino é excelente. Poucas vezes guitarras soaram tão potentes em um álbum nacional. Só que uma produção sozinha não salva um disco. O próprio Endino devia saber disso, já que - reza a lenda - ao ser convidado para produzir o disco seguinte da banda, Domingo, Jack respondeu que aceitaria. Desde que eles parassem com esse negócio de fazer rock pesado. A capa original é essa em destaque, embora na época o disco tenha sido vendido embalado em um saco plástico preto... de lixo.

Big Bang, Paralamas Do Sucesso (1989)
Este é o pior disco já feito pelos Paralamas, apesar de contar com duas boas músicas, Pólvora e Perplexo. E é seu pior disco por um motivo muito simples. Ele encerra um ciclo, inaugurado em Selvagem?, de 1986. Ali os PDS conseguiram uma alquimia poderosa entre o som enguitarrado, letras relevantes e uma pitada de Brasil Grande, aquela coisa de misturar o "que é nosso" com o "que vem de fora". Depois de um pequeno intervalo para tocar no Festival de Montreux de 1987 e gravar outro disco na mesma trilha tropical de Selvagem?, Bora Bora, de 1988, a fórmula esgotou. E foi Big Bang que levou a pior nessa seqüência. Ainda há ecos de axé music pelo disco, fruto da época em que coisas como a Lambada estavam na ordem do dia. Portanto, temos uma cover de Jubiabá, de Gerônimo, um dos expoentes da axé music inicial (se é que se pode falar isso). As próprias composições da banda caem num poço sem fim, exemplo de Nebolosa do Amor, Esqueça O Que Disseram Sobre O Amor e da insuportável Lanterna Dos Afogados, que se tornou o maior hit do disco. Todas com muitos metais caribenhos, como se você estivesse numa celebração torta de musica caliente e sem alma. Depois desse trabalho a banda se perderia mais ainda em Os Grãos (1991), disco em que abraçou a MPB dos anos 70, mas que serviu para zerar o caminho até então, abrindo as portas para uma bela retomada em Severino (1994). Este Big Bang, infelizmente, não passou de uma pequena bombinha de São João. Fraco, pouco inspirado, desorientado e vitimado por péssimas influências.

Você Não Precisa Entender, Capital Inicial (1988)
Após uma estréia cheia de hits clássicos (Música Urbana, Psicopata, Fátima) e um segundo álbum feito às pressas, mas que ainda rendeu um indiscutível sucesso (a excelente Independência), o Capital chegou ao terceiro disco completamente perdido. Afundados em drogas, a banda deixou o controle do álbum para Bozo Barreti, que havia produzido a estréia e sido incorporado à banda em Independência (1987). Com as mãos no volante, o tecladista enfia o álbum no primeiro poste que vê. Nem Marcelo Sussekind, que assina a produção, consegue salvar o Capital Inicial do fiasco. Você Não Precisa Entender é o pior disco do grupo, quiça, um dos piores do rock brasileiro. Esbanjando arranjos tecnofunk, o álbum só tem uns vinte segundos interessantes, em A Portas Fechadas quando, sob uma cama de teclados, Dinho canta: "Meu último desejo / Seu beijo / Seu beijo / Meu último desejo / À luz da lua / Testemunha de um amor / Que com o vento flutua / Sopra-nos a brisa / Lua nua". De resto, uma baladinha normal (Fogo), um funk de branco azedo com lema punk (Pedra na Mão) e muitas bobagens (Blecaute, Movimento, Limite). Não bastasse estragar o repertório original, a banda joga no lixo uma das melhores letras de Renato Russo: Ficção Científica permite que Russo viaje em citações malucas: "Hoje à noite / Flash Gordon / Vai tentar ser / Barbarella / Para ver se aprisiona / O Albert Einstein". No final, um perfeito retrato a lá Star Wars: "Revolução!! / em selvas tropicais / Raio laser mata índios / Descoberta o novo mundo envelheceu". É, não deu para entender mesmo.

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segunda-feira, maio 09, 2011

Os 10 melhores filmes de 2010





Como de costume, as listas de melhores são inevitáveis ao passar de cada ano.
A regra para esta lista é que considero os filmes que foram lançados nos cinemas no ano 2010, havendo portanto filmes de anos anteriores, que só chegaram às telas grandes por aqui no ano passado.
Listas de melhores são muito voláteis, o que penso hoje não necessariamente é minha opinião amanhã, mas aqui vai meu exercício dos que considero os MEUS 10 melhores filmes de 2010. Aproveitem para acrescentar os seus nos comentários.


1.  A Origem (um filme original, empolgante, divertido, bem ao estilo Christopher Nolan. causou tanta expectativa que muitos se decepcionaram, mas não adianta buscar o sentido da vida em todo filme, este aqui é apenas diversão, e de primeiríssima qualidade. o melhor roteiro e o melhor filme de 2010)


2.  Vincere (para os que buscavam o sentido da vida, este é o filme. a história pouco conhecida da amante de Mussolini, que é apagada da história, com o filho deles, quando o Duce chega ao poder. genial, com muitos paralelos com nossos políticos e moluscos atuais)


3.  A Ilha do Medo (quando Scorsese não faz o melhor filme, ainda assim faz mais obra de arte. ótima atuação de DiCaprio, roteiro brilhante, trilha, foto, direção de arte, tudo perfeito. são raros os filmes como este, onde a mente humana é tão bem explorada)


4.  A Rede Social (este filme é o melhor retrato desta geração. quase uma aula de história para o futuro. David Fincher consegue tornar empolgantes os fatos da vida corporativa e mostrar como os nerds viraram os heróis de nosso tempo) 


5.  Guerra ao Terror (o filme é de 2008, ganhou o Oscar de 2009 e só chegou aos nossos cinemas em 2010. o melhor filme até aqui sobre a guerra do Iraque, mas é mais um estudo sobre as motivações e traumas de soldados expostos ao limite. belo filme)


6.  Direito de Amar (um estilista fazendo cinema? Tom Ford sempre foi muito mais que um mero "costureiro" e mostra muito do que sabe neste filme, colocando claramente sua visão artística do mundo e suas próprias experiências na tela. um raro filme de autor. lindíssimo)


7.  Mother, a Busca Pela Verdade (o cinema sul-coreano mostra novamente sua força, na comovente história de uma mãe, tentando proteger seu filho deficiente da acusação de assassinato. o ótimo Joon-ho Bong fez seu melhor filme. vale uma olhada)


8.  A Fita Branca (o talentoso Michael Haneke traça paralelos sobre as origens do nazismo a partir de uma pequena comunidade do interior da Alemanha. visualmente brilhante e com um roteiro que prende do começo ao fim. excelente)


9.  Mary e Max (animação australiana stop-motion sobre duas pessoas completamente diferentes, que tornam-se amigos por correspondência. uma garotinha de 8 anos de Melbourne e um judeu quarentão e obeso de Nova York. original e comovente) 


10.  Os Homens que Não Amavam as Mulheres (quem diria que ainda é possível fazer um filme de serial-killer original? o olhar e a paisagem suecos fazem toda diferença neste roteiro bem tramado, que nos dá o prazer de descobrir juntos as peças do quebra-cabeças. David Fincher já está preparando a versão americana para eles que não sabem ler legendas)


Menções Honrosas: 'O Segredo de Seus Olhos', 'Abutres', 'Tetro', 'Ervas Daninhas', 'Toy Story 3', 'Coco Chanel e Igor Stravinsky', 'O Profeta', 'O Escritor Fantasma', 'Dois Irmãos' e 'Educação'.

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quarta-feira, abril 27, 2011

Death Note.....


Death Note (Desunöto) é uma série de mangá escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata. Foi publicada pela revista semanal Shonen Jump, de Janeiro de 2004 a Maio de 2006, totalizando 108 capítulos compilados em 12 volumes. Death Note conta a história de Yagami Raito, um aluno exemplar que acaba encontrando um caderno que causa a morte à pessoa cujo o nome for escrito nele. A história desenvolve-se enquanto o hábil Raito se vê como um verdadeiro Deus da Morte, se protegendo para que não seja descoberto por de 'L', seu maior rival, e a polícia japonesa.


Talvez essa seja uma das melhores produções no ramo de anime voltado para a "lógica",DN possui uma das melhores tramas que são "plausíveis" pois para cada mistério há uma resposta,talvez não a que queríamos mas ela existe.A trama é envolvente e a cada epi. nos deixa com mais vontade de saber o final.
Acho que DN faz uma forte crítica a sociedade,e na animação o Raito toma uma medida meio radical para resolver certos "problemas" com "lixos".....
Assistam ^.^'

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terça-feira, abril 26, 2011

Os 10 melhores animes de todos os tempos



Os 10 melhores animes de todos os tempos
A animação japonesa (mais conhecida pelos ocidentais como anime) faz muito sucesso onde quer que seja exibida. Animes como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Yu Yu Hakusho marcaram a infância da maioria das pessoas que hoje tem por volta dos 20 anos.
Pensando nisso resolvi criar uma lista dos 10 melhores animes de todos os tempos, mas como sei que essa é uma lista que muitos vão discordar quero deixar claro uma coisa: não sei criar uma animação, não entendo como criar um bom roteiro e nem desenvolver grandes personagens, por isso minha escolha foi baseada apenas em quanto esses animes me divertiram.
Espero que vocês consigam entender isso e depois de ler este post deixem sua opinião sobre quais seriam os 10 melhores animes de todos os tempos para você. Vamos lá?


Anime Akira


10ª Posição: Akira
O mangá que deu origem a animação Akira foi criado por Katsuhiro Otomo e além de ser considero um clássico do estilo cyberpunk é um dos mais populares de todos os tempos.
Akira se passa em 2019 e Neo Tokyo(o nome atual da cidade de Tokyo) foi abalada pela III Guerra Mundial. Gangues de motoqueiros povoam uma nova cidade aterrorizada por grupos anti-governamentais. Kaneda é o líder de uma dessas gangues, e certa noite ele é avisado que um grupo rival invadiu seu território. Seu grupo sai à caça do grupo rival e durante a perseguição, um dos membros de seu grupo, conhecido comoTetsuo, acaba se desgarrando e acaba sendo preso pelo governo.
Numa tentativa de livrar seu jovem amigo Kaneda e uma jovem chamada Kay partem ao seu encontro. Será que eles conseguirão salvá-lo? O que é o poder Akira? Será que uma nova tragédia irá abalar a Terra? Bom isso você só vai saber assistindo.



Anime Death Note
9ª Posição:Death Note
O mangá que deu origem a série Death Note foi escrito e ilustrada por Takeshi Obata e foi publicada pela revista semanal Shonen Jump.
A trama gira em torno de um caderno com incríveis poderes, que cai por acaso nas mãos do estudanteLight Yagami. O rapaz logo percebe que, ao escrever ali o nome de qualquer pessoa que escolha, ela acaba morta. Rapidamente Light passar a atuar como Kira um justiceiro que elimina qualquer um que ele considere atrapalhar o bem-estar social.
Tantas mortes misteriosas chamam a atenção da polícia de todas as partes do mundo. Para solucionar o caso, entra em cena o misterioso detetive L. conhecido como o melhor do mundo. Seria Light/Kira um herói ou um assassino? Estaria ele fazendo um bem para o mundo ou estaria se tornando um criminoso como aqueles que eliminou?



8ª Posição: Shurato
Shurato Hidaka e Gai Kuroki são dois melhores amigos de infância e opostos um do outro em aparência e personalidade. Enquanto lutavam um contra o outro na final de um torneio de artes marciais, eles são subitamente encobertos por uma misteriosa luz e transportados para um lugar paralelo, o Mundo Celestial, onde a tecnologia moderna não existe e, ao invés disso, as pessoas dependem de seus Souma, uma forma de energia espiritual.
Os dois amigos agora estão em lados opostos da guerra pela dominação do Mundo Celestial. O Anime Shurato tem como base as mitologias budista e hinduísta, seguindo quase que a risca a última.



anime Golden Boy
7ª Posição: Golden Boy
Golden Boy é uma série de mangá escrita por Tatsuya Egawa, sobre um jovem de 25 anos chamado Oe Kintaro, que viaja pelo Japão em sua bicicleta. O mangá foi originalmente serializado na revista Super Jump da Shueisha, em 1992. Recebeu adaptação para anime, no formato OVA com 6 episódios, produzidos pela Shueisha em conjunto com a KSS em 1995.
Apesar de não ser muito conhecido no Brasil, Golden Boy é um dos animes mais engraçados que já tive a oportunidade de assistir.



Anime Samurai X
6ª Posição: Samurai X
Samurai X (ou Rurouni Kenshin – Meiji Kenkaku Romantan) é uma série de mangá  criado pelo artista Nobuhiro Watsuki e posteriormente adaptado em anime.
A série, ambientada nos primeiros anos da Era Meiji no Japão, conta a história de Kenshin Himura um pacifico espadachim que prometeu nunca mais matar. Entretanto, seu passado como retalhador a serviço da Ishin Shishi fará o jovem Himura bradar novamente sua espada contra velhos e novos inimigos.



Anime Elfen Lied
5ª Posição: Elfen Lied
Elfen Lied gira em torno das interações, ideias, emoções e discriminações entre humanos e Diclonius, uma espécie mutante parecida com os humanos na forma, mas distinguíveis por dois chifres na cabeça e pelos “vectors”, braços transparentes controlados mentalmente que têm o poder de manipular e cortar objetos dentro do alcance. A série é focada na jovem Diclonius “Lucy”, que foi rejeitada pelos humanos e consequentemente alimenta uma vingança contra eles.



Anime One Piece
4ª Posição: One Piece
One Piece é uma série anime e mangá criada pelo mangaka Eiichiro Oda. A história está focada na tripulação pirata comandada pelo Capitão Monkey D. Luffy. A maior ambição de Luffy é obter o maior tesouro do mundo, o One Piece e assim ocupar o posto deixado pelo finado Rei dos Piratas Gol D. Roger.



Anime Yu Yu Hakusho
3ª Posição: Yu Yu Hakusho
Yu Yu Hakusho conta a história de Yusuke Urameshi, um bad boy que morreu atropelado ao tentar salvar uma criança. Como seu ato foi inesperado por todos, principalmente pelo Mundo Espiritual, Yusuke teve a chance de voltar a viver quando decidiu salvar uma amiga de infância em troca de seu retorno ao Ningenkai.
Ao retornar à vida na Terra, descobre que uma condição para o seu retorno era a de se tornar um Detetive Espiritual. Devendo se dedicar a combater os demônios do Mundo das Trevas que por um acaso venham a se infiltrar no Mundo dos Homens.



Anime Cavaleiros do Zodiaco
2ª Posição: Cavaleiros do Zodiaco
A segunda posição fica com um anime que dispensa apresentações. Os Cavaleiros do Zodíaco, é uma das séries que mais ajudaram a tornar os animes populares no mundo todo e foi a principal responsável pela divulgação dos animes no Brasil. A série conta a história de Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikie jovens guerreiros guiados pelas constelações, protetores da deusa Athena.



Anime Dragon Ball
1ª Posição: Dragon Ball
Dragon Ball é uma saga criada por Akira Toriyama contendo mangás, animes, jogos de videogame, filmes e produtos relacionados. O anime se divide em 3 séries: Dragon Ball, Dragon Ball Z e Dragon Ball GT (a única que não foi produzida por Akira Toriyama).
Estas séries mostram a busca pelas Esferas do Dragão (Dragon Balls), capazes de realizar qualquer desejo, sendo por isso procuradas e disputadas por pessoas de todo universo. Acho que não preciso falar muito sobre ela, não é?

Minha lista Pessoal:

Yo Minna-san, bem apesar de a lista acima ser muito boa, alguns animes ficaram faltando e resolvi fazer minha lista pessoal. Para que o post não fique ainda maior vou so colocar os nomes e suas posições, acredite realmente vale a pena assistir ^^.
10. Rurouni Kenshin
9. Evangelion
8. Full Metal Alchemist (Original, pq ainda não assisti o brotherhood)
7. Death Note
6. Claymore
5. Akira
4. Death Note
3. Bleach
2. Katekyo Hitman Reborn
1. GANTZ (Esse aqui é o meu favorito, acompanho o manga que ja está no 338, recomendo d+ a leitura, até porque o anime so foi até aproximadamente o manga 40 e teve um fim ridiculo, algo que também aconteceu com um anime realmente muito bom o Beserk)
Pois é galera ta ai minha lista pessoal, apesar de eu acreditar que muitos outros animes mereciam estar na lista, que não coloquei porque afinal são apenas 10. Para quem quiser fazer sua propria lista, recomendo também Nurarihyon No Mago (não sei se ta certo o nome), High School Of The Dead, Berserk, Code Geass e muitos outros. 

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