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segunda-feira, maio 16, 2011

As 10 piores mortes do mundo



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10. OLHA A FACA!
2005, MISSAUKEE (ESTADOS UNIDOS)
Abrimos nosso ranking com a história de Christopher, um rapaz de 19 anos que sentiu falta de algumas garrafas de licor em seu bar. Suspeitando do vizinho, ele teve uma brilhante idéia de vingança: iria se esfaquear e acusar o cara! Começou o auto-esfaqueamento: na primeira facada, tudo bem; na segunda, a faca atingiu uma das artérias do coração, e Christopher foi beber licor em outra dimensão. Dias depois, a polícia inocentou o vizinho do roubo das garrafas – ele nem estava na região quando rolou o crime.
9. HOLANDÊS VOADOR
2004, BLERRICK (HOLANDA)
Um garoto de 19 anos queria provar aos amigos que conseguia correr na mesma velocidade do carro em que estavam viajando – os caras estavam bem devagar, a uns 32 km/h. O plano era saltar, correr ao lado do carro e voltar num pulo. Só que, na hora em que o infeliz tocou o solo, caiu e bateu com a cabeça no asfalto. Um pequeno passo para o homem, um salto direto ao Darwin Awards. Para comparar, o jamaicano Asafa Powell, recordista mundial dos 100 metros rasos, corre a prova a 36,8 km/h.
8. É PROIBIDO FUMAR
2006, YORKSHIRE (INGLATERRA)
Quando um médico diz que você não pode fazer determinada coisa é melhor obedecer, não? Philip Hoe, um aposentado de 60 anos, estava fazendo um tratamento de pele à base de parafina e não podia fumar. Bobagem, um cigarrinho não faz mal a ninguém, pensou o cara. Philip acendeu o troço e aliviou-se com a nicotina no organismo. Maaasss? O cara quis apagar a bituca do cigarro com o tênis – e tinha escorrido um pouco de parafina no pisante. Altamente inflamável, o produto transformou o inglês em uma tocha humana ao entrar em contato com a brasa.
7. UMA MENTE BRILHANTE
2003, SÃO PAULO (BRASIL)
Responsável pela limpeza de tanques de armazenamento de gasolina em caminhões, o brasileiro Manoel Coelho seguia o protocolo à risca: enchia os tanques de água para forçar a saída do vapor inflamável, um procedimento padrão que evita explosões. Naquele 29 de janeiro de 2003 ele precisou checar o nível da água em um dos tanques. Como estava muito escuro, ele acendeu um isqueiro para clarear a área. Hummm? Ele descobriu da pior maneira – voando 100 metros pelos ares – que ainda havia combustível no tanque.
6. VELOCIDADE MÁXIMA
1997, DAGBLAD (HOLANDA)
Quer coisa melhor do que sair um pouco do escritório e tirar a cabeça dos problemas? Uma empresa na Holanda ofereceu um dia de passeio em grupo. Sabe quando o motorista do ônibus fica pedindo para não colocar a cabeça para fora da janela? Dois funcionários resolveram sentir o vento nos cabelos, contrariando o sábio aviso. Infelizmente, havia um viaduto no meio do caminho. A cabeça deles não foi arrancada de forma completa, como em um desenho animado, mas ficou suficientemente ferida para provocar a morte imediata de ambos.
5. O PILOTO SURGIU!
1997, SOROCABA (BRASIL)
O carregador Marcelo Dias dos Santos provou na prática a dureza do ditado “na hora errada, no lugar errado”. Distraído pelo som de um cd player, o cara pedalava sua bike numa boa quando foi atropelado e morreu. O fato não seria assim tão bizarro, se não fosse o fato de o “veículo” ser um Sêneca, prefixo PT-RVA, ou seja, um avião bimotor, cujo piloto não viu o ciclista. Antes de culpar o aviador, não podemos deixar de mencionar que Marcelo estava pedalando pela pista do aeroporto da cidade…
4. MAR EM FÚRIA
1997, BUXTON (ESTADOS UNIDOS)
Buscando paz e sossego na praia de Outer Banks, na Carolina do Norte, o americano Daniel Jones resolveu cavar um buraco na areia e relaxar. Era um senhor buraco, de 2,5 metros de profundidade – o cara realmente queria privacidade! O problema é que a ressaca do mar não respeitou muito esse desejo: com a maré subindo, uma onda forte invadiu o buraco, levando uma mistura de água e areia para cima do pobre Daniel. Vários banhistas tentaram abrir o buraco usando pás de brinquedo, mas não adiantou. Daniel Jones foi declarado morto no mesmo dia.
3. FRANGAMENTE!
1995, VILA DE NAZLAT IMARA (EGITO)
Sabe aquele programa antigo do Sílvio Santos em que o participante tinha os ouvidos tapados por um fone enquanto o “patrão” perguntava coisas do tipo: “Você trocaria sua vida por um frango?”. Brincadeira, claro! Mas, no Egito, seis pessoas disseram “siiiiim” na vida real. Elas morreram afogadas em um poço, após mergulharem para tentar salvar uma galinha. Inicialmente saltou o dono do galináceo, que começou a se afogar. Depois um parente depois do outro, tentando salvar o cara. O problema é que nenhum deles sabia nadar. Ah, sim… A galinha… Ela sobreviveu!
2. POR ÁGUA ABAIXO
2004, WOLFSBERG (ÁUSTRIA)
Depois de uma noitada regada a bebidas e drogas, um jovem austríaco voltava para casa, uma pensãozinha humilde na periferia. A causa da morte é até hoje um grande mistério, mas o que o dono da pensão viu na manhã seguinte ninguém imaginaria: o jovem havia morrido afogado na pia da cozinha. Aparentemente, ele resolveu entrar pela janela, acabou ficando preso e, na tentativa de se soltar, abriu a torneira. O que ninguém sabe é por que ele não entrou pela porta, já que foi encontrado com as chaves no bolso.
1. MULA SEM CABEÇA
1995, VARSÓVIA (POLÔNIA)
A morte campeã do ranking foi causada pelo motivo que mais leva os homens a fazer idiotices: a tentativa de impressionar as mulheres. Foi o que rolou com um grupo de beberrões na Polônia. Para fazer uma graça com as gatas do bar, eles começaram uma competição para saber quem era o mais macho. Um dos participantes pegou pesado ao cortar um pedaço do pé com uma motosserra! Temos um campeão? “Não, veja isso”, gritou o fazendeiro Krystoff Aznisnki, antes de levar a motosserra em sua direção e cortar a própria cabeça com o equipamento. “Morreu como um homem”, disse um amigo. Será?

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quarta-feira, maio 11, 2011

OS 10 PIORES DISCOS DO ROCK NACIONAL DE TODOS OS TEMPOS



Acoustic Live, Paulo Ricardo (2005)
Paulo Ricardo é o PFL do rock nacional. Sempre indo com a onda, virando de casaca para faturar um qualquer. Não, não. Paulo Ricardo é o João Kleber do rock nacional. Quando se acha que o sujeito chegou ao fundo do poço, ele dá um jeito de se enlamear mais ainda. Se o ex-líder do RPM (ou atual? Ainda existe?) morresse no instante em que estas linhas são digitadas, ler-se-ia em seu obituário: "O homem que já foi o popstar mais famoso do Brasil deixa à posteridade um disco de covers-do-cover". Sim, pois em Acoustic Live a nova aspiração do moço é virar Emmerson Nogueira, atingindo o que no vernáculo shakespeariano poderia se chamar de *the lowest ebb ever*. Ele suga duas tendências mercadológicas (nunca artísticas) que já deram o que tinham de dar: a moda dos unpluggeds e a mania de covers de sucessos gringos em versões semi-musak. Para escolher seu repertório, PR deve ter passado umas horas escutando rádios FMs de consultório dentário, saindo-se com uma renca de ecléticas obviedades. Tem rock! Tem r'n'b! Tem baladas! Tem...reggae?! Tem… Jack Johnson?!?!? Tem... James Taylor?!?!??!?!?!? Tem Corcovado, de Tom Jobim, com letra em inglês, a qual o Paulo Ricardo só deve ter ouvido na abertura daquela novela da Globo. Agora, indispensável mesmo é o DVD, que se encerra com PR, suado, peito cabeludo arfante qual um Fábio Jr., sambando (sentado!) ao cantar Kiss, do Prince. Seu defeito, Paulo Ricardo, é não saber parar.
Admirável Chip Novo, Pitty (2003)
No meio do caminho entre a troglodice de Chorão e a alma sensível de Marcelo Camelo, há Pitty. A baiana é o mínimo denominador do rock brasileiro nos anos 2000, e isso não é um elogio. Montada em uma filosofia (sic) que reempacota todos os clichês possíveis de "atitude" rrrrrrroquenrrrrrrrrrrollllll - e uma suspeitíssima amizade com a mídia - Pitty tornou-se, para o mal e para o mal, a cara pública do rock nacional. E seu credo, seu Novo Testamento é Admirável Chip Novo. "Admirável" mesmo é como a jovem diz ser influenciada por Aldous Huxley (e escreve letras crivadas de lugares-comuns) e bandas como Mars Volta e Muse (mas faz o mais genérico dos rocks pseudo-pesados). O som entra por um ouvido e sai pelo outro. Mas junto às letras e ao papo furado que ela deita nas entrevistas, tudo forma um conjunto constrangedor e até nocivo para a molecada. "Veja tudo como se não houvesse amanhã". "O homem é o lobo do homem". "Não deixe nada pra depois". "Quem não tem teto de vidro atire a primeira pedra". "Eu possuo muitas coisas e nada disso me possui". "O importante é ser você". Um tosco Lair Ribeiro para adolescentes revoltados, embalado nas doces facilidades do jabá e da MTV. Seu rock estéril e sua rebeldia sem objetivo só se "justificam", perversamente, pela total convicção com que vêm ao mundo. O mais grave é que ela realmente acredita naquilo que canta. Em resumo: "Rebellion (Lies)".

Os Invisíveis, Ultraje a Rigor (2002)
Maior desperdício de talento já registrado em acetato, e não é de Roger que estamos falando. Um dos melhores bateras dessa terra e um baixista carismático e de carreira considerável jogados numa tentativa de surf music clichê alternada com gracejos "irreverentes". Para resumir: há uma faixa boa, Miss Simpatia, mas essa foi assinada por Gabriel Thomaz - que por sinal começou a escrever muita bobagem depois. Seria a falta de criatividade de Roger contagiosa? O resto inclui aulas de como se fazer um não-ska (I'm Sorry), pop de retardado (Me Dá um Olá, que nem na trilha de Malhação emplacou) e pastiche da paródia de subcópia (Todo Mundo Gosta de Mim). Bacalhau (bateria) e Mingau (baixo) devem ser muito camaradas do Roger, pois nem a necessidade de pagar as contas justificaria eles se meterem numa embrulhada como essa, que acusa logo na primeira canção: "esse disco está uma merda / desculpe, mas tenho que sobreviver". Pelo menos, é uma obra sincera.

80, Biquíni Cavadão (2001)
Primeiro foi Paulo Ricardo, com o mediano Rock Popular Brasileiro em 1996. Depois tivemos, quase que simultaneamente, os ótimos Isso é Amor, do Ira!, O Barulho dos Inocentes, do Inocentes, e o fraquinho As 10 Mais, do Titãs, que ganhou destaque nas listas pessoais de piores do rock nacional. Porém, foi nessa onda de discos de covers que o Biquíni Cavadão resolveu enfiar as mãos nos anos 80 e sair de lá com 13 versões. O resultado é frustrante. O Biquíni pouco acerta em 80, cujo capa poderia até sugerir que eles são tão bons moços que ousam ultrapassar o limite de velocidade. Ao todo, a banda consegue descaracterizar boas canções como Toda Forma de Poder, dos Engenheiros do Hawaii, Juvenília, do RPM e Camila, Camila, do Nenhum de Nós. Chegam a incomodar em Quem Me Olha Só (um bluezaço deArnaldo Antunes e Frejat na versão original do Barão Vermelho) e Hoje do Camisa de Vênus. E nem mesmo a participação da Penélope Érika Martins salva a regravação da boa Educação Sentimental II, do Kid Abelha (aquela que no original "empresta" toda introdução de baixo de London Calling dos ingleses do Clash). Seja mantendo os arranjos originais, seja tentando novos arranjos, o resultado fica aquém do esperado. Das 13 faixas, apenas Armadilha, dos candangos da Finis Africae, convence. E não precisavam ter regravado Me Chama (até João Gilberto gravou). O ponto mais baixo acontece quando a banda decide jogar a voz de Renato Russo a frente na regravação de Múmias (do próprio Biquíni), tornando o resultado leviano. Não bastasse o artifício, o rap piegas de Suave, do grupo Jigaboo, no meio da canção, ainda diz: "Aproveitando nossa liberdade de expressão, Renato Russo, Suave e o Biquíni Cavadão". Pára tudo, pára tudo, pára tudo.

Puro Êxtase, Barão Vermelho (1997)
Barão Vermelho e modernidade nunca se deram bem. E isso não é algo totalmente reprovável, uma vez que a banda de Frejat e companhia sempre admitiu e chamou pra si um ar retrô intencional, calcando seu som na repetição de clichês melódicos do rock tradicional stoniano ou de qualquer outra banda dos 70's. Portanto foi um pequeno rebuliço quando anunciaram que gravariam um disco com influências de música eletrônica, o tal techno, que, de estilo musical dos 90, serviu para muita gente decadente ou sem criatividade se revestir de "muderno". Era simples, não precisava ser bom ou tocar qualquer coisa. O Barão chamou o DJ Memê, que dera um upgrade em Lulu Santos três anos antes. O resultado é caótico, pois o disco evidentemente não é techno. Apenas mais um disco do Barão Vermelho, só que sem as guitarras de Frejat e Fernando Magalhães, substituidas em sua maioria, por blips e toins sem sentido. O mais irritante do disco é justamente esse meio do caminho estético. Ele não cumpre o que promete - mudar a cara das músicas da banda - e não admite que deveria ter ficado no velho som de sempre. O mais estranho disso tudo é que o disco gerou dois grandes hits para a banda, talvez seus últimos, Puro Êxtase e a balada Por Você. Claro que a banda deixou de lado o formato deste disco e passou a executar as músicas em versões condizentes com sua velha fórmula, sem que o público notasse grandes diferenças. Enfim, Puro Êxtase, o disco, é um trabalho daqueles que toda banda se arrepende de ter feito e prefere desconversar sobre suas consequências. A maior delas, a idéia de Frejat gravar um disco solo e uma crise criativa que inseriu o Barão na desconfortável situação de banda que vive de passado. Não que não fosse já assim antes.

Equilíbrio Distante, Renato Russo (1995)
Em 1995, Renato Russo, tentando manter longe o baixo astral da AIDS, resolveu ir atrás das origens do seu lado Manfredini, e gravar um disco só com músicas italianas - um ano antes lançara The Stonewall Celebration Concert, em inglês, um tanto irregular, mas com algumas coisas boas. Para isso, foi até a Itália pesquisar composições para gravar. Voltou com um repertório pronto; só que de músicas românticas... como se um gringo resolvesse gravar música brasileira e escolhesse coisas de José Augusto e Fábio Jr. Os carros-chefes de Equilíbrio Distante, por exemplo, eram dois hits da breguíssima Laura Pausini (em voga por aqui na época): Strani Amori e La Solitudine. Todas as músicas do disco seguem a constrangedora linha "diabéticos, mantenham distância". Há também uma versão - em italiano - esquecível de Como Uma Onda, de Lulu Santos. Como não bastasse a pieguice das músicas, Equilíbrio Distante peca ainda pela presença do abjeto tecladista Carlos Trilha, arranjador medíocre, fã de sons "atmosféricos" e, pior, das cordas tocadas no teclado. Se for para colocar cordas, que seja com músicos de verdade, ora. Para nossa sorte, Renato recuperou a moral no ano seguinte, com o belíssimo A Tempestade ou o Livro dos Dias (e morreu pouco depois). Porém, Laura Pausini não pode, Laura Pausini não dá, mio amico.

Música Calma Para Pessoas Nervosas - Ira! (1993)
No ano de 93, o Ira! entrou numa espiral de brigas internas e fracasso contínuo, onde uma coisa levava a outra, e assim continuamente. Com os quatro integrantes de saco cheio e loucos para acabar com tudo, a banda lançou esse lastimável disco para cumprir um contrato, comprovando que o fim da burocracia é sempre o mesmo: merda. Sendo fã da banda e estando cheio de boa vontade, dá para livrar a cara da sub-Kinks Campos, Praias e Paixões. Com muita magnanimidade, dá para dizer que She Smiled Sweetly (cover dos Stones) é passável e que o riff de Arrastão não faria feio num disco do Golpe de Estado. Ou seja, isso é o mais do elogio que o disco permite. Guitarras no piloto automático, execuções frouxas, letras constrangedoras e coisas francamente patéticas como Fado De Minh'Alma e a versão musicada de um velho texto de Raul Seixas, Pai Nosso da Terra. Nem o encarte colaborou: não bastando a capa horrível, ainda trazia a inolvidável grafia "nenhuma vida descança (sic!) em paz/ O homem é esperto mas a morte é mais". Título da última faixa: U.T.I., provavelmente o único lugar onde encontrar alguém que ouça esse disco.

Titanomaquia, Titãs (1993)
A incursão dos Titãs pelo rock pesado, ensaiada em Tudo Ao Mesmo Tempo Agora (1991), ganhou tons definitivos quando a banda convidou Jack Endino, produtor de Bleach (Nirvana e sua herança nefasta...) para trabalhar em Titanomaquia (1993). Até hoje não deu para entender se o disco é uma piada proposital ou uma obra à frente do seu tempo. O que dizer de pérolas como Felizes São os Peixes (cuja letra consiste em "tanto faz/é igual/felizes são os peixes"), Nem Sempre Se Pode Ser Deus ("nem sempre se pode ser Deus/por isso que estou gritando"), e o hit Será Que é Isso Que eu Necessito ("Não sei o que você quer/nem do que você gosta/não sei qual é o problema/qual é o problema seu bosta")? Na parte musical, arremedos de Sepultura circa Beneath The Remains (Estados Alterados da Mente), um Soundgarden hardcore (Agonizando) e Alice In Chains (A Verdadeira Mary Poppins, com os auto-explicativos versos "eu sei que estou fedendo/eu sei que estou apodrecendo"). Só se salva a boa Hereditário - única cantada por Nando Reis, redimindo-se do "amor, eu quero te ver cagar" de Tudo Ao Mesmo Tempo Agora. Aliás, justiça seja feita: a produção de Jack Endino é excelente. Poucas vezes guitarras soaram tão potentes em um álbum nacional. Só que uma produção sozinha não salva um disco. O próprio Endino devia saber disso, já que - reza a lenda - ao ser convidado para produzir o disco seguinte da banda, Domingo, Jack respondeu que aceitaria. Desde que eles parassem com esse negócio de fazer rock pesado. A capa original é essa em destaque, embora na época o disco tenha sido vendido embalado em um saco plástico preto... de lixo.

Big Bang, Paralamas Do Sucesso (1989)
Este é o pior disco já feito pelos Paralamas, apesar de contar com duas boas músicas, Pólvora e Perplexo. E é seu pior disco por um motivo muito simples. Ele encerra um ciclo, inaugurado em Selvagem?, de 1986. Ali os PDS conseguiram uma alquimia poderosa entre o som enguitarrado, letras relevantes e uma pitada de Brasil Grande, aquela coisa de misturar o "que é nosso" com o "que vem de fora". Depois de um pequeno intervalo para tocar no Festival de Montreux de 1987 e gravar outro disco na mesma trilha tropical de Selvagem?, Bora Bora, de 1988, a fórmula esgotou. E foi Big Bang que levou a pior nessa seqüência. Ainda há ecos de axé music pelo disco, fruto da época em que coisas como a Lambada estavam na ordem do dia. Portanto, temos uma cover de Jubiabá, de Gerônimo, um dos expoentes da axé music inicial (se é que se pode falar isso). As próprias composições da banda caem num poço sem fim, exemplo de Nebolosa do Amor, Esqueça O Que Disseram Sobre O Amor e da insuportável Lanterna Dos Afogados, que se tornou o maior hit do disco. Todas com muitos metais caribenhos, como se você estivesse numa celebração torta de musica caliente e sem alma. Depois desse trabalho a banda se perderia mais ainda em Os Grãos (1991), disco em que abraçou a MPB dos anos 70, mas que serviu para zerar o caminho até então, abrindo as portas para uma bela retomada em Severino (1994). Este Big Bang, infelizmente, não passou de uma pequena bombinha de São João. Fraco, pouco inspirado, desorientado e vitimado por péssimas influências.

Você Não Precisa Entender, Capital Inicial (1988)
Após uma estréia cheia de hits clássicos (Música Urbana, Psicopata, Fátima) e um segundo álbum feito às pressas, mas que ainda rendeu um indiscutível sucesso (a excelente Independência), o Capital chegou ao terceiro disco completamente perdido. Afundados em drogas, a banda deixou o controle do álbum para Bozo Barreti, que havia produzido a estréia e sido incorporado à banda em Independência (1987). Com as mãos no volante, o tecladista enfia o álbum no primeiro poste que vê. Nem Marcelo Sussekind, que assina a produção, consegue salvar o Capital Inicial do fiasco. Você Não Precisa Entender é o pior disco do grupo, quiça, um dos piores do rock brasileiro. Esbanjando arranjos tecnofunk, o álbum só tem uns vinte segundos interessantes, em A Portas Fechadas quando, sob uma cama de teclados, Dinho canta: "Meu último desejo / Seu beijo / Seu beijo / Meu último desejo / À luz da lua / Testemunha de um amor / Que com o vento flutua / Sopra-nos a brisa / Lua nua". De resto, uma baladinha normal (Fogo), um funk de branco azedo com lema punk (Pedra na Mão) e muitas bobagens (Blecaute, Movimento, Limite). Não bastasse estragar o repertório original, a banda joga no lixo uma das melhores letras de Renato Russo: Ficção Científica permite que Russo viaje em citações malucas: "Hoje à noite / Flash Gordon / Vai tentar ser / Barbarella / Para ver se aprisiona / O Albert Einstein". No final, um perfeito retrato a lá Star Wars: "Revolução!! / em selvas tropicais / Raio laser mata índios / Descoberta o novo mundo envelheceu". É, não deu para entender mesmo.

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domingo, maio 01, 2011

Nunca,NUNCA perca o seu lápis!!!


Nunca perca o seu lápis,isso pode trazer sérias consequências para você...

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Casamento Zoado no The Sims



Ja passou esse maldito casamento real na Inglaterra, e pra não ficarmos à margem dessa bagaça, taí um vídeo da hora com The Sims 3: Generations na realeza!
Electronic Arts aproveitou para tirar um sarro, bem no espírito do game, mostrando entre outras coisas o príncipe bem animadinho durante a cerimônia. Se liga:

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terça-feira, abril 26, 2011

Isso só acontece comigo ?


É pai, desculpa..

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Você sabe que está na hora de cancelar a internet dos seus pais quando...


Foxfire..... deprimente..
aasuhaushaushashasuahushuhsauhsuashashausahshasuahushaushuashuash


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By Chritopher: Os Piores Filmes de Ação da História


Você é daqueles que quando vê um filme do Van Damme, Stallone, Schwarzenegger, e cia passando na TV assiste só para comentar os defeitos e outras coisas ridículas que acontecem? Como a quantidade de tiros que eles dão sem recarregar a arma, ou as inúmeras formas idiotas de se morrer ou mesmo as frase de efeito que são muito "significantes" (leia-se "gays").
Então fique feliz, pois o Desnecessário traz para você o "Best of The Best" dos filmes de ação, das produções hollywoodianas à bollywood, de filmes que só passam na sessão da tarde à produções fundo de quintal. São "Os Piores Filmes de Ação da História", é de deixar Steven Seagal com inveja...

"The Worst Action Movies Ever" - by Diazepão

Melhor "Dança da Vitória" que já vi...

Chandramukhi


"limpadinha dos tênis" no final é memorável.

Code of the Dragon

Nunca, eu disse NUNCA!! irrite um cara sem pernas...

Deadly Prey


Ahhhhhhhhhh!!!!!!! Bitch!

Alluda Mazaaka...!

Os carros na Índia devem ser bem levinhos...

Riki-oh


Riki-oh, um filme que vale muito apena assistir. Reúna os amigos, junte muita cerveja e assista o filme completo, é impossível não chorar de rir. 

Komodo Vs Cobra

Recarregar é para os fracos...

Hard Ticket to Hawaii


Ahh sim, linda bunda nesse bikini gigante...

Lembrem-se: a forma mais fácil de atingir um alvo em movimento é usando uma bazooka.

Adhisaya Piravi
LOL! Que diabos é aquela coisinha??

Undefeatable


"Yeah! See ya..." Adoro esses "trocaralhos do cadilho".

Collision Course


Que o Mestre Myagi era foda todo mundo já sabia, mas que ele era capaz de enfrentar um carro, duvido...

Chatrapathi


Eu achava que era literal quando eles diziam "I'll crush your bones".

9 Deaths of a Ninja

Uheuaheau! Com certeza esse foi o ultimo pulo dele, para mim foi o suicídio mais demente que já vi.

Gymkata

E você aí achando que daria uma surra fácil  no Diego Hypolito...

Startrek

É, até os clássicos tem seus pontos baixos. Pior que Power Rangers essa luta...

Showdown In Little Tokyo

Diálogo mais gay que já vi...

Brazilian Brawl

Coloquei esse só pela música, euhaehuehahueaea.
Fonte

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segunda-feira, abril 25, 2011

Fap Fap Fap



Pensa besteira não nerdão uehuehueheuh.....

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domingo, abril 24, 2011

Os 10 seriados cômicos mais marcantes da televisão


Inaugurado há mais de meio século nos EUA, o gênero das comédias de situação – conhecidas pelos americanos como sitcoms – são uma febre nos canais de TV a cabo do país. A seguir, uma relação de séries cômicas que mais marcaram os fãs:



10. 30 Rock
Se público e crítica às vezes entram em desacordo sobre o que merece ou não ser visto, quando o assunto é 30 Rock eles parecem se entender. Colecionadora de Emmys, o Oscar da TV americana (só no ano passado foram três), a comédia ganhou uma nova temporada em 2010 também graças à grande audiência. No ar desde 2006, mostra os bastidores de um programa de variedades produzido no edifício 30 Rockfeller Plaza – daí, o nome 30 Rock – por Liz Lemon (Tina Fey) e sua equipe, que precisa de paciência para lidar com o gênio implacável dela, cujo chefe é o imprevisível executivo Jack Donaghy (Alec Baldwin).
9. The Big Bang Theory
The Big Bang Theory
O que nasceu para ser uma sátira moderna aos trejeitos peculiares dos geeks levou certo tempo para emplacar. Lançada em 2007, The Big Bang Theory precisou de dois anos para conquistar de vez o público. Hoje, é a segunda comédia mais vista nos EUA, e uma das preferidas dos brasileiros. A série mostra o dia-a-dia dos amigos e gênios Leonard e Sheldon, junto aos também geeks Howard e Raj, e a sua dificuldade de relacionamentos, principalmente com as mulheres. Cabe à vizinha e amiga de QI duvidoso, Penny, a missão de conviver com eles.
8. Two And A Half Men
É a comédia predileta dos americanos e um das de maior audiência no Brasil. A preferência porTwo And A Half Men se explica facilmente. Afinal, quem consegue conter o riso ao ver o solteirão convicto, boa-vida e mulherengo Charlie Harper (qualquer semelhança não é mera coincidência com o ator que o interpreta, Charlie Sheen) ter a vida e a bela casa na praia de Malibu invadida pelo desajeitado e bem menos gracioso irmão Alan e o tosco sobrinho Jake? É exibida desde 2003 e agora, na 8ª temporada, mostra Charlie noivo de Chelsea – mas ainda não muito convicto sobre o casamento.
7. Mr. Bean
Fora do reinado das séries americanas, ele nunca precisou de muitas palavras para levar os telespectadores às gargalhadas. As soluções descabidas que Mr. Bean arranja para resolver os problemas mais simples falam por si só. Está quase sempre ao lado de Teddy, seu ursinho de pelúcia, e tem um Mini Cooper amarelo com volante removível – para evitar que seja roubado. Mr. Bean foi exibido de 1990 a 1995, mas onde quer que reprise, é sucesso – que acabou revertido em dois longas-metragens para o cinema e até em desenhos com o personagem.
6. M*A*S*H
Ao mostrar o cotidiano de médicos e enfermeiros militares – comandados pelo capitão Benjamin Franklin Hawkeye – nos bastidores da Guerra da Coreia (entre 1950 e 1953), M*A*S*H usava o humor negro para criticar as cruéis formas de poder da época. Inspirado em filme homônimo que ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 1970 e o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, ficou 11 anos no ar (de 1972 a 1983), e o episódio final, quando reprisado, ainda é recorde de audiência nos Estados Unidos.
5. A Feiticeira
Que pessoa não se sentiria realizada se pudesse ter qualquer coisa com um simples estalar de dedos? No caso da feiticeira Samantha, era um torcer de nariz. Mas, quando ela se apaixona pelo mortal James, aceita as exigências dele e tenta levar a vida sem magia – que muitas vezes é necessária, principalmente quando um de seus parentes malucos, em especial a mãe Endora, decidem invadir a rotina do casal. A Feiticeira foi ao ar, originalmente, de 1964 a 1972, e o grande sucesso levou ao remake no cinema, em 2005, com Nicole Kidman.
4. I Love Lucy
Foi uma das mais aclamadas séries da TV americana no período em que foi exibida (de 1951 a 1960), atingindo a liderança da audiência em quatro das seis temporadas. As esporádicas reprises ainda hoje atraem um público considerável, inclusive no Brasil. I Love Lucy teve 22 indicações ao Emmy de Melhor Comédia, levando cinco. Só Lucille Ball, que dá vida à Lucy, foi indicada ao prêmio 13 vezes e ganhou quatro. A série conta as peripécias da dona de casa Lucy, com o marido Ricky, a amiga Ethel e companhia. Foi baseado no programa de rádio My Favorite Husband, estrelado por Lucille.
3. Sex And The City
Sex and the City desmistificou os relacionamentos e as crises das mulheres que almejam conquistar sucesso profissional e um grande amor, em cima do salto alto de um belo e caro par de sapatos. A escritora Carrie é quem narra seu dia-a-dia com suas inseparáveis amigas: a loira fatal Samantha, a romântica Charlotte e a racional Miranda. A série foi ao ar, originalmente, de 1998 a 2004, mas ainda tem seu lugar cativo na preferência do público, com a reprise de todas as temporadas. Rendeu dois filmes – um em 2008, e outro que estreia em maio.
2. Seinfeld
Um dos grandes fenômenos da década de 90 (foi exibida de 1989 a 1998). Em 2002, uma revista de TV americana elegeu Seinfeld o melhor programa de TV de todos os tempos. Nunca teve um tema fixo, a não ser tirar sarro dos fatos mais corriqueiros do cotidiano – que servem de material para o comediante Jerry Seinfeld, que interpreta a si mesmo. Os peculiares amigos Cosmo Kramer, George Costanza e Elaine Benes ajudam muito mostrando suas trapalhadas. Ao ser lançada, Seinfeld avisou que a série “não teria a hora do abraço” (talvez, só na foto de divulgação). E, deixando qualquer sentimentalismo de lado, consagrou-se.
1. Friends
É difícil encontrar uma pessoa que nunca tenha ouvido falar de Rachel, Monica, Phoebe, Joey, Chandler e Ross. Friends é considerada a série mais bem-sucedida e lucrativa da TV mundial, com audiência recorde e campanhas publicitárias de altas cifras. É uma das únicas que não tem um personagem principal, já que o sexteto de amigos sempre teve igual importância ao falar de temas como amor, amizade, sexo, dinheiro, trabalho e família. Foram 10 temporadas, de 1994 a 2004, e o último episódio levou muitos fãs – e os próprios atores – às lágrimas, pelo fim das gravações.









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As 10 figuras mais encrenqueiras dentro da realeza britânica



Às vésperas do casamento real, os britânicos só falam das intermináveis virtudes de William e Kate – bonitos, educados, inteligentes… O casal-modelo, porém, tem uma família problemática, com um passado cheio de confusões e arranca-rabos.

10. Príncipe Harry

Harry (Foto: Lewis Whyld/Getty Images)
(Foto: Lewis Whyld/Getty Images)
Comparado com os outros integrantes da lista, o caçula de Charles e Diana ainda está engatinhando no quesito encrencas reais. Nos últimos anos, vale dizer, o irmão do comportadíssimo William tem andado na linha, aparecendo abraçado com criancinhas africanas em visitas humanitárias e cumprindo o serviço militar de forma exemplar. Mas há alguém na Inglaterra que tenha se esquecido da infame fantasia de oficial nazista usada pelo príncipe numa festa em Londres? O país, brutalmente atacado pelas forças de Hitler na II Guerra, pelo menos recebeu um pedido de desculpas pela brincadeira sem graça. Harry também foi visto bêbado e fumando maconha quando ainda era menor de idade. Se atracou várias vezes com os papparazzi nas portas das boates londrinas (se bem que isso, pela tragédia que matou sua mãe, convenhamos, é mais do que compreensível). Por fim, foi filmado usando termos de gosto duvidoso para se referir a paquistaneses e muçulmanos. De novo, pediu desculpas – e ficou com o rosto ainda mais vermelho do que de costume.
9. Ana Bolena
Ana Bolena interpretada por Natalie Portman (à dir.), em 'A Outra'; Scarlett Johansson fez sua irmã, Maria, no filme (Foto: Divulgação)
Ana Bolena interpretada por Natalie Portman (à dir.), em 'A Outra'; Scarlett Johansson fez sua irmã, Maria, no filme (Foto: Divulgação)
Poucas mulheres tiveram um impacto tão grande na história da Europa quanto a jovem Ana Bolena. A espevitada cortesã atraiu a atenção de Henrique VIII, soube seduzi-lo, conseguiu fazê-lo esperar anos pela primeira noite de sexo e, no caminho, provocou a ruptura da Inglaterra com a Igreja Católica. Henrique tinha mulher, Catarina de Aragão, mas não ficou quieto até que conseguisse – aos trancos e barrancos, provocando a ira de Roma – anular seu matrimônio anterior e subir ao altar de novo, desta vez com Ana. Coroada rainha da Inglaterra em 1533, Bolena soube como ninguém usar a intimidade com o rei para influenciar nas decisões de Henrique. Por causa disso, acumulou inimigos na corte – o que sem dúvida ajudou a selar seu destino, três anos depois. Irritado com Ana por ela não conseguir dar à luz um filho (e instigado por uma avalanche de fofocas palacianas), Henrique mandou investigá-la por traição. Acusada de ter amantes (o próprio irmão entre eles) e de ter feito o rei se apaixonar através do uso de bruxaria, acabou sendo decapitada. Mas sua única cria com Henrique, Elizabeth, foi poupada – e acabou reinando por 44 anos.
8. Rei Eduardo VII
(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)
Primeiro filho da rainha Vitória e do príncipe Albert, Eduardo foi criado para ser um modelo de monarca. Logo na infância, porém, já dava pistas de que iria dar trabalho: não gostava de estudar, e seu desempenho fraco deixava os tutores preocupados. Encerrada a fase de estudos, começou a parte mais difícil – se é que esse termo se aplica à vida de príncipe – de sua trajetória. A longevidade de Vitória significou fazer o filho esperar quase sessenta anos por sua coroação. Como sobrava pouco a fazer, Eduardo tratou de arrumar passatempos pouco respeitáveis. Ganhou fama de playboy e irresponsável. Em 1861, visitou uma base militar – e mandou esconder uma atriz irlandesa em sua barraca. O príncipe Albert subiu pelas paredes e, apesar de estar doente, foi visitar o filho para tentar enquadrá-lo. Duas semanas depois, morreu – de desgosto, segundo a rainha Vitória, inconsolável. Ela jamais perdoou o herdeiro. O episódio, porém, não o deteve: casou-se, mas teve dezenas de amantes. Entre os 55 casos especulados estão a atriz Sarah Bernhardt, a mãe de Winston Churchill e até a bisavó de outra “outra” famosa – Camilla Parker-Bowles.
7. Rei Eduardo VIII
Eduardo VIII interpretado por Guy Pearce em 'O Discurso do Rei' (Foto: Divulgação)
Eduardo VIII interpretado por Guy Pearce em 'O Discurso do Rei' (Foto: Divulgação)
Talvez seja mal do nome. Assim como o rei Eduardo anterior, ele não dispensava um rabo-de-saia. Eduardo VIII, porém, tinha uma peculiaridade: gostava mesmo era de mulheres casadas, de preferência mais velhas. Por causa disso, continuava solteiro até ser coroado rei, em 1936. Foi só ascender ao trono para causar uma monumental confusão. A futura rainha escolhida por Eduardo era a socialite americana Wallis Simpson, plebeia divorciada do primeiro marido, envolvida no processo de divórcio do segundo. Simpatizante do nazismo – era a época da ascensão de Hitler – e adepta do consumo de absinto, Wallis era uma candidata absolutamente inaceitável ao trono. Caso insistisse na relação, Eduardo provocaria uma desastrosa crise institucional. Ao invés de tirar a mulher da cabeça, contudo, o rei preferiu abandonar a coroa. A chocante decisão de abdicar ao trono encerrou um reinado de apenas 325 dias – um dos mais curtos da história – e coroou o irmão mais novo de Eduardo, George VI, o gago retratado no filme O Discurso do Rei. Transformado em Duque de Windsor, Eduardo enfim se casou com Wallis em 1937, na França. No mesmo ano, levou a esposa para uma viagem romântica – à Alemanha nazista.
6. Rainha Elizabeth I
Elizabeth I interpretada por Cate Blanchett em 'Elizabeth: A Era de Ouro' (Foto: Divulgação)
Elizabeth I interpretada por Cate Blanchett em 'Elizabeth: A Era de Ouro' (Foto: Divulgação)
Coroada em 1558, aos 25 anos, a filha de Henrique VIII e Ana Bolena encontrou a Inglaterra falida e dividida por conflitos religiosos. No final do reinado, 44 anos depois, não somente a paz interna estava consolidada como o país assumira o posto de maior potência mundial. Quer mais? Numa época em que não havia tablóides nem paparazzi, a rainha manteve as cortes eletrizadas com boatos a respeito de sua intimidade. Ficou famosa como “a rainha virgem”, pois nunca se casou. A decisão de ficar solteira era manobra política para manter em suspense os diversos pretendentes das cortes européias, mas também uma demonstração do espírito indômito da rainha, que nunca quis submeter-se a um homem. No reinado, os ingleses derrotaram a Armada Espanhola e se defenderam das investidas dos rebeldes católicos que costuravam complôs para recuperar o trono. Elizabeth, defensora ferrenha da reforma levada a cabo por seu pai, sabia que Mary Stuart, rainha da Escócia e sua prima, era a grande candidata a sucedê-la em caso de êxito dos opositores católicos. O que fez Elizabeth? Manteve a prima presa por 19 anos e, em 1567, mandou julgar e executar Maria por causa de supostos planos para matá-la.
5. Rainha Maria I
Maria interpretada por Sarah Bolger no seriado 'The Tudors' (Foto: Divulgação)
Maria interpretada por Sarah Bolger no seriado 'The Tudors' (Foto: Divulgação)
Se Elizabeth fez de tudo para consolidar a reforma protestante, sua meia-irmã, Maria, antecessora no trono, adotou como grande obsessão a volta do país ao catolicismo. Como boa filha de católica fervorosa (a rainha Catarina, rejeitada por Henrique VIII em troca de Ana Bolena), Maria restaurou a submissão dos ingleses a Roma. Para cumprir tal missão divina, mandou queimar na fogueira quase 300 dissidentes. O costume de fazer churrasco de protestantes rendeu um apelido famoso: Bloody Mary, “Maria Sangrenta”. Criança de talentos precoces e adolescente geniosa, não hesitava em enfrentar o pai, Henrique VIII – mesmo após o casamento com Ana Bolena, ela insistia em dizer que a rainha legítima era sua mãe, Catarina. Mas o confirmou Maria como uma das grandes encrenqueiras da coroa britânica foi a relação com a meia-irmã. A rainha forçou Elizabeth a seguir a doutrina católica e chegou a mandar prendê-la na Torre de Londres sob acusação de envolvimento nas revoltas protestantes contra ela. No fim da vida, porém, retomou o convívio com Elizabeth – como não teve filhos, Maria sabia que a coroação de sua meia-irmã era inevitável.
4. Rei Jorge IV
Maria interpretada por Sarah Bolger no seriado 'The Tudors' (Foto: Divulgação)
Jorge IV em caricatura de 1792 (Reprodução)
Sofisticado e erudito, Jorge VI tinha tudo para ser um grande monarca. Em dez anos de reinado (1820-1830), porém, foi alvo do ódio dos súditos. Levava um estilo de vida extravagante, com gastos exorbitantes mesmo enquanto seu país estava em guerra. Egoísta e irresponsável, tinha péssimas relações com o pai, Jorge III. Pior ainda era o convívio – ou melhor, a falta dele – com a mulher. Casado com uma prima alemã, Carolina, acredita-se que Jorge só dormiu com ela uma única vez, na noite de núpcias. Os dois se odiavam. Ela foi morar na Itália, onde se amasiou com um plebeu. Quando Jorge, que vivia com a amante fixa com a qual teve dez filhos, subiu ao trono, Carolina voltou disposta a assumir seus direitos. Jorge baixou um decreto para dissolver o casamento e tirar-lhe o título. Ela chegou a ser impedida de entrar na abadia de Westminster no dia da coroação. Na reta final de vida, Jorge, perturbado e doente, não aparecia mais em público. O jornal The Times resumiu o sentimento nacional após sua morte: “Jamais houve alguém tão lamentável quanto o falecido rei. Não há olhos que choram por ele”.
3. Rainha Vitória
Vitória interpretada por Emily Blunt em 'A Jovem Rainha Vitória' (Foto: Divulgação)
Vitória interpretada por Emily Blunt em 'A Jovem Rainha Vitória' (Foto: Divulgação)
No reinado mais longo de todos (63 anos), ela construiu uma imagem pública invejável. A grande rainha Vitória, porém, também gostava de uma boa confusão – ainda que, no fim, fosse por uma boa causa. Assumiu uma monarquia já esvaziada, sem poder político direto. Mesmo assim, não abria mão de influenciar decisões do governo. Apesar de ter sido apelidada de “vovó da Europa”, por ter espalhado 35 filhos e netos pelas famílias reais do continente, a rainha casca-grossa detestava ficar grávida e achava os recém-nascidos “feios”. Em 1842, passeava de carruagem quando um homem apontou uma arma, sem disparar. Vitória decidiu fazer o mesmo caminho no dia seguinte, só para provocá-lo e pegá-lo no flagra. Não deu outra: ela escapou da bala e o bandido foi preso. Décadas depois, alvo de outro atentado frustrado, afirmou, diante da comoção dos súditos: “Às vezes vale a pena ficar na mira de um tiro. Para saber o quanto você é amada.” Baixinha atarracada, nunca escondeu que gostava do gigantismo de seu império: “Devemos estar preparados para ataques e guerras ininterruptas”.
2. Princesa Diana
(Foto: Lionel Cironneau/AP)
(Foto: Lionel Cironneau/AP)
Ela será sempre lembrada pelo meigo sorriso, pelo olhar bondoso, pela alma caridosa. Não por Elizabeth II, que viu a nora colocar em risco a estabilidade da família real britânica. Nada premeditado, claro: Diana era incapaz disso. Mas a verdade é que a princesa – cujo despreparo para os rigores da vida palaciana sempre exasperou a rainha – acabou virando um problema de proporções inimagináveis para quem via a angelical Diana no casamento com Charles. Primeiro, no papel de esposa infeliz. Depois, no de namoradeira após a separação. Por fim, como o grande fantasma de Buckingham, envolvida em incontáveis histórias jamais comprovadas sobre os mistérios mais impensáveis da realeza. Em meio século de reinado, Elizabeth nunca tinha cometido deslizes como chefe de estado, que pressupõe acima de tudo imparcialidade. A única vez em que escorregou foi justamente para interferir num processo judicial contra o ex-mordomo de Diana. Elizabeth II teria dito de maneira profética poucos dias depois da morte de Diana: “Quem iria acreditar que aquela garota poderia ser mais problemática morta do que viva?”
1. Henrique VIII
Henrique VIII interpretado por Jonathan Rhys-Meyers no seriado 'The Tudors' (Foto: Divulgação)
Henrique VIII interpretado por Jonathan Rhys-Meyers no seriado 'The Tudors' (Foto: Divulgação)
Em matéria de confusão, ele jamais deixará de ser rei. Pois quem consegue imaginar um encrenqueiro maior do que Henrique VIII, o monarca mercurial, mão-de-ferro, vaidoso e atormentado que governou a Inglaterra por 37 conturbadíssimos anos, entre 1509 e 1547? O começo foi promissor: culto, carismático e cheio de talentos, Henrique prometia um reinado brilhante. Mas uma obsessão foi decisiva para que as coisas desandassem. O rei acreditava que precisava deixar um homem na linha de sucessão ao trono – uma menina, acreditava, seria incapaz de consolidar a dinastia Tudor. Quando a primeira mulher, a espanhola Catarina, foi incapaz de gerar o tão desejado herdeiro, Henrique escolheu outra rainha, Ana Bolena. Não era possível trocar de esposa sob as leis da Igreja Católica? Sem problemas: Henrique rompeu com Roma e promoveu a reforma protestante. Ana seria apenas a segunda de seis esposas do rei – e a primeira de duas que foram decapitadas depois de cair em desgraça com o monarca. O rei teve seu sonhado herdeiro com Jane Seymour, mas ela morreu no parto. E Henrique ficou ainda mais perturbado, cruel e neurótico.









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